Às vésperas de um novo ciclo olímpico, judocas do Pinheiros “pedem passagem” por uma vaga para Los Angeles 2028 

Às vésperas de um novo ciclo olímpico, judocas do Pinheiros “pedem passagem” por uma vaga para Los Angeles 2028 

maio 14, 2026 Off Por admin





No Clube desde a categoria Júnior, Nauana Silva, Beatriz Freitas e Sarah Souza estão em plena evolução e tem reais chances de disputar as próximas Olimpíadas

Com resultados expressivos nas últimas competições internacionais e evolução no ranking mundial, as judocas do Esporte Clube Pinheiros, Nauana Silva (-70kg), Beatriz Freitas (-78kg) e Sarah Souza (-57kg), vivem grande fase e despontam como fortes candidatas do judô brasileiro para representarem a seleção na próxima Olimpíada. O ciclo Olímpico Los Angeles 2028 já começa a partir do Grand Prix de Qingdao, na China, de 26 a 28 de junho. 

Nauana Silva disputava as competições na categoria meio-médio (-63kg) e recentemente avançou de peso, para a categoria peso-médio (-70kg). E detalhou o processo da mudança. “Foi um processo bem discutido com a comissão técnica do Clube, me senti bem confortável em mudar de categoria e confiar em mim mesma nas competições. Foi um processo tranquilo. O -70kg era uma categoria mais aberta em questões internacionais, então juntei algumas ideias da comissão, com as minhas, entramos em consenso e tomamos a melhor decisão”, contou. 

Nauana Silva com a medalha do Grand Slam de Astana-KAZ. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

Na nova categoria, a judoca já conquistou o Campeonato Pan-Americano e a medalha de bronze no Grand Slam de Astana-Cazaquistão e já é a primeira do ranking nacional.  “Fui muito focada em ser campeã no Pan, deixei as coisas fluírem, confiei muito na comissão técnica aqui do Clube e tive autoconfiança, que levei para dentro do tatame e pude fazer o meu melhor”, completou Nauana, que defende as cores do Pinheiros desde 2019.

Beatriz Freitas, na categoria até 78kg, está no TOP 12 do ranking mundial e é líder do nacional.  Foi medalhista de bronze no Pan-Americano e também no Grand Slam de Astana. “Tenho feito um primeiro semestre muito bom, com boas lutas e estou evoluindo muito tecnicamente e taticamente. Já tinha feito uma boa Seletiva Nacional, consegui a vitória, assim como no Campeonato Pan-Americano. Depois veio o Grand Slam de Astana em que pude ganhar a medalha de bronze pelo segundo ano  consecutivo: estava feliz, queria muito lutar, competir contra atletas fortes e bem ranqueadas. Consegui ir me adaptando para conquistar o terceiro lugar”, disse. Assim como Nauana, Beatriz está no Pinheiros desde 2019.  

Beatriz Freitas com a medalha do Grand Slam de Astana-KAZ. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

Sarah Souza (-57kg) é outra judoca do Pinheiros que iniciou muito bem o ano de 2026. Venceu a Seletiva Nacional, foi vice-campeã do Pan-Americano e conquistou a medalha de bronze no Grand Slam de Astana. “Foi um início de ano muito bom e está sendo muito importante para mim e para minha evolução não só dentro do dojô, mas mentalmente também. Estou mais confiante e estou vendo que o que estou fazendo no tatame do Clube está dando certo nas competições e está sendo muito bom para mim”, contou. 

Sarah Souza com a medalha no Grand Slam de Astana-KAZ. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

Como concorrentes por uma vaga Olímpica, Sarah  tem atualmente Shirlen Nascimento e Jéssica Lima na frente no ranking mundial. “Iniciei o ano em 140ª no ranking mundial e agora estou na 25ª colocação. Estou perto da Jéssica (atual 17ª) e a Shirlen está bem na frente (3ª colocada). São adversárias duras, que já venci e já perdi e será um ciclo Olímpico acirrado e estou me preparando para que no final dê tudo certo, que eu consiga ultrapassar as duas e me classificar para Los Angeles”, comentou a judoca, que defende o Pinheiros desde 2020. 

O head coach do judô do Pinheiros, Leandro Guilheiro, também destacou a boa fase e evolução das atletas, que estão juntas no Clube desde a categoria Júnior. “ O mais legal das três é que são atletas que estão aqui desde as categorias de base (júnior), cada uma com uma história diferente e elas começaram a fazer essa transição para o adulto desde muito jovem e já estão tendo os resultados de forma expressiva e relevante em suas respectivas categorias. É um grupo fechado, são meninas muito próximas que estão construindo esse caminho, que agora está aflorando na categoria adulta”, finalizou.

Esq para dir. Beatriz Freitas, Nauana Silva e Sarah Souza. Foto: Renan Dantas/Pinheiros