Confraria Vascaína divulga nota sobre a gestão Pedrinho
agosto 18, 2026A GESTÃO QUE RECEBEU TUDO E ENTREGOU NADA
Nunca na história do Vasco um presidente recebeu tanto e devolveu tão pouco. Vamos avaliar Pedro Paulo pelos resultados que ele entregou, e não por paixões ou preferências pessoais.
Pela primeira vez na história do Vasco, o principal problema não foi falta de dinheiro. Foi falta de competência. O Vasco caiu quatro vezes em sua história, sempre endividado, sem patrocínio master, literalmente à míngua e com a gestão do fluxo de caixa estrangulada. Em uma delas, em meio a uma pandemia. As gestões assumiam o clube com meses de salários atrasados, fornecedores batendo à porta, penhoras diárias e dívidas fiscais sem a mínima organização.
Desta vez, Pedro Paulo teve um cenário bem diferente: faturamento recorde, decorrente da maior venda da década, Rayan, por mais de € 30 milhões. O patrocínio master do clube era o maior da história. A escolha pelo caminho da Recuperação Judicial substituiu o perfil da dívida por um fluxo previsível e, durante quase todo o mandato, suspendeu completamente o fluxo de pagamentos, criando fôlego para a reestruturação do clube e, principalmente, do departamento de futebol. No âmbito da venda da SAF, houve ainda um empréstimo DIP de R$ 80 milhões com um dos candidatos a futuro investidor do futebol do clube.
Foram R$ 220 milhões investidos no futebol do clube. E o que vemos? O time afunda na tabela, igual ou pior ao que ocorreu em rebaixamentos anteriores, quando o principal problema era, de fato, o caos financeiro pelo qual o clube passava.
E o que R$ 220 milhões compraram?
– Zona de rebaixamento após 20 rodadas do Brasileiro.
– Cinco técnicos em menos de três anos. Nenhuma identidade de jogo, nenhum projeto para a base.
– Conselho Fiscal da própria SAF apontando falhas graves de governança, utilizadas pela Justiça para afastar a diretoria do comando da SAF.
– Jogador denunciando publicamente cobrança de comissão para ser escalado, sem nenhum esclarecimento por parte da diretoria.
– Dois anos tentando vender a SAF sem qualquer transparência sobre o processo.
– São Januário caindo aos pedaços, com graves problemas de conservação, sem cronograma de obras e com um gramado que traz ainda mais prejuízos técnicos.
– R$ 300 milhões de déficit em um único ano.
– 150 sócios com questionamentos ignorados sobre a atuação do presidente da Assembleia Geral na condução da Recuperação Judicial. Uma clara irresponsabilidade institucional daquele que ocupa o cargo mais importante de uma instituição centenária.
Reafirmamos: nunca um presidente recebeu tanto e devolveu tão pouco. Recebeu a base do elenco pronta, um patrocinador top 5 do Brasil, trazido com a ajuda de um opositor, e a maior receita da história. E o resultado é o elenco mais caro que o Vasco já montou brigando para não cair no Brasileirão.
Se o Vasco cair este ano, será o rebaixamento mais caro e mais incompetente da nossa história.
A gestão que antes estava entregando NADA se tornou a gestão do CAOS. Vai entregar um Vasco despedaçado a uma torcida que está hipotecando sua esperança a uma venda que não vemos sair e que, cada vez mais, parece estar se transformando em argumento eleitoral sem NENHUMA base concreta para isso.
O presidente do clube, que usa seu passado vascaíno como escudo para sua incompetência e absoluta incapacidade de gerir um clube do tamanho do Vasco, trata com profundo desrespeito a torcida que lhe confere enorme credibilidade e apoio, escondendo-se nos momentos difíceis. A coragem que tanto bradou na época em que “não podia falar” subitamente desapareceu.
O mesmo presidente da Assembleia Geral, que ignora os sócios, que ignora o decoro ao posar sorridente com Neymar após uma derrota dura e significativa, em casa, e que veste orgulhosamente a camisa do Fluminense, quer ser o sucessor disso tudo e assumir a presidência do Vasco quando Pedro Paulo assumir um cargo na futura SAF.
Um grupo político esfacelado, incompetente, com tanto a explicar e com péssimos resultados dentro e fora de campo, quer se apoiar na venda da SAF para se perpetuar à frente do clube.
Quem criticava antes estava “torcendo contra”. Quem critica agora quer “atrapalhar”.
A narrativa muda. A lógica é a mesma: transformar qualquer cobrança em perseguição para evitar responder às perguntas que realmente importam.
Chega de discurso de perseguição para desviar das perguntas que ninguém responde.
Chega de Pedro Paulo e Sempre Vasco.
#FORAPEDRINHO
Fonte: X Confraria Vascaína
